TSE adia julgamento sobre suspensão de pesquisa que apontou queda de Flávio Bolsonaro

Análise foi interrompida após pedido de vista da ministra Estela Aranha. Placar está em 1 a 0 para manter decisão de Kassio Nunes Marques que suspendeu levantamento da AtlasIntel


TSE adia julgamento sobre suspensão de pesquisa que apontou queda de Flávio Bolsonaro Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) adiou nesta terça-feira (9) a decisão sobre a suspensão de uma pesquisa eleitoral da AtlasIntel que apontava queda na intenção de voto do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República.

O julgamento foi interrompido após pedido de vista da ministra Estela Aranha. Até o momento, o placar está em 1 a 0 para manter a decisão do presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, que determinou a suspensão da divulgação do levantamento.

A pesquisa havia sido divulgada em maio e mostrava uma redução de cinco pontos percentuais nas intenções de voto de Flávio Bolsonaro após a divulgação de um áudio relacionado ao banqueiro Daniel Vorcaro e ao caso Banco Master.

Ao suspender a pesquisa, Kassio Nunes Marques entendeu que o levantamento pode ter comprometido a neutralidade metodológica ao apresentar aos entrevistados conteúdos relacionados ao episódio antes da formulação das perguntas.

Segundo o ministro, há indícios de que o questionário tenha extrapolado a simples aferição da opinião pública ao incluir elementos capazes de influenciar as respostas dos participantes.

Durante a sessão, o ministro Dias Toffoli levantou um debate sobre os limites das metodologias utilizadas pelos institutos de pesquisa. Para ele, o julgamento poderá estabelecer parâmetros importantes para futuras pesquisas eleitorais, especialmente sobre o uso de vídeos, áudios e outros conteúdos apresentados aos entrevistados.

A defesa da AtlasIntel argumentou que não houve violação das regras eleitorais e que o questionário apenas abordou fatos públicos e notórios relacionados ao cenário político nacional.

Já os representantes do Partido Liberal sustentaram que a pesquisa continha falhas metodológicas e que o material apresentado aos entrevistados não foi integralmente disponibilizado para análise da Justiça Eleitoral.

Ainda não há previsão para a retomada do julgamento.




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