Lula defende Pix, critica pressão dos EUA e diz que Brasil não aceita ser tratado como “republiqueta”

Presidente afirmou que sistema brasileiro de pagamentos incomoda empresas americanas e cobrou explicações de Donald Trump sobre possível tarifa de 25% contra produtos nacionais


Lula defende Pix, critica pressão dos EUA e diz que Brasil não aceita ser tratado como “republiqueta” Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva saiu em defesa do Pix nesta terça-feira (2) e criticou a ofensiva dos Estados Unidos contra o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos. Durante evento realizado em Catalão, Goiás, Lula afirmou que a ferramenta criada pelo Banco Central oferece vantagens que incomodam grandes empresas americanas do setor financeiro.

Segundo o presidente, o Pix se consolidou como uma alternativa eficiente, gratuita e acessível para milhões de brasileiros, superando em diversos momentos o volume de operações realizadas por cartões de crédito tradicionais.

“O Pix assusta eles”, declarou Lula ao comentar as críticas feitas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que apontou o sistema brasileiro como um possível fator de concorrência considerada desfavorável para empresas como Visa, Mastercard e WhatsApp Pay.

O presidente afirmou ainda que chegou a sugerir ao presidente americano, Donald Trump, a adoção de um modelo semelhante nos Estados Unidos.

A declaração ocorre após a divulgação do relatório final da investigação comercial conduzida pelo governo americano. O documento sugere medidas contra o Brasil, incluindo a possibilidade de aplicação de tarifas de até 25% sobre determinados produtos brasileiros.

Lula criticou a postura de Washington e afirmou que o Brasil não aceitará pressões externas.


“O Brasil não aceita ser tratado como uma republiqueta de banana”, afirmou.


O presidente também demonstrou insatisfação com a condução das negociações comerciais entre os dois países. Segundo ele, havia um entendimento firmado com Trump para que as equipes econômicas buscassem uma solução negociada durante um prazo de 30 dias.

Lula afirmou que espera uma conversa direta com o presidente americano para esclarecer os motivos que levaram à recomendação das novas tarifas.

De acordo com o governo brasileiro, os Estados Unidos acumulam superávit comercial de aproximadamente US$ 415 bilhões na relação bilateral dos últimos 15 anos, argumento utilizado por Brasília para contestar as alegações de prejuízo feitas por Washington.

Agora, o governo brasileiro, empresas exportadoras e entidades do setor produtivo terão até 15 de julho para apresentar manifestações sobre o relatório americano. Após essa etapa, os Estados Unidos poderão decidir pela adoção de medidas comerciais contra o Brasil.




COMENTÁRIOS

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.