Acordo Mecosul-China é tratado em conversa entre Lula e Xi Jinpping
FOTO: Ricardo Stuckert O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por mais de uma hora, na noite deste domingo (26), com o presidente da China, Xi Jinping. Durante a ligação, os dois líderes reforçaram o interesse em aprofundar a parceria estratégica entre os países e defenderam o avanço das negociações para um acordo de livre comércio entre o Mercosul e a China.
Segundo a Secretaria de Comunicação Social (Secom), Lula e Xi concordaram sobre a importância de acelerar as tratativas para um acordo comercial que contemple as flexibilidades necessárias entre o bloco sul-americano e o gigante asiático.
Além da pauta comercial, os presidentes discutiram a ampliação da cooperação em setores considerados estratégicos, como inteligência artificial, tecnologia espacial, desenvolvimento de satélites, beneficiamento de minerais críticos e comércio de fertilizantes.
Os líderes também avaliaram positivamente os resultados das iniciativas bilaterais em andamento, como a isenção recíproca de vistos para viagens de curta duração, em vigor desde maio deste ano, e as atividades promovidas pelo Ano Cultural Brasil-China 2026, voltadas ao fortalecimento das relações entre os dois povos.
Conflitos internacionais preocupam líderes
Durante a conversa, Lula e Xi Jinping demonstraram preocupação com o agravamento dos conflitos internacionais e seus impactos sobre a economia global, a segurança alimentar e o abastecimento de energia.
Os dois presidentes manifestaram preocupação com a crise humanitária na Faixa de Gaza e alertaram para os efeitos das restrições à navegação nos estreitos de Ormuz e Bab el-Mandeb, rotas consideradas estratégicas para o comércio internacional e o transporte de petróleo.
No diálogo, os líderes também destacaram a importância do Grupo de Amigos da Paz, iniciativa liderada por Brasil e China na Organização das Nações Unidas (ONU), que busca incentivar uma solução negociada para a guerra entre Rússia e Ucrânia.
Por fim, Lula e Xi criticaram a dificuldade do Conselho de Segurança da ONU em responder aos principais conflitos internacionais e reafirmaram o compromisso com o multilateralismo e a atuação conjunta em fóruns globais.




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