Incêndios históricos na Espanha e França forçam retirada de mais de 270 mil pessoas
Ondas de calor, seca e ventos fortes alimentam as chamas, enquanto União Europeia mobiliza aviões e helicópteros para combater o fogo
Foto: MAXIMILIEN LAMY / AFP Os incêndios florestais que atingem a Espanha e a França obrigaram mais de 270 mil pessoas a deixarem suas casas e já são considerados alguns dos maiores desastres ambientais enfrentados pelos dois países nos últimos anos.
Na Espanha, cerca de 70 mil moradores foram evacuados ou permanecem confinados na região de Madri. As autoridades classificam o incêndio como o pior já registrado na área. O fogo já consumiu milhares de hectares e ameaça se unir a outro grande foco na vizinha região de Castela e Leão, aumentando o risco de uma tragédia ainda maior.
Os ventos superiores a 50 km/h, as altas temperaturas e a baixa umidade dificultam o trabalho das equipes de combate. A situação chegou a afetar instalações da Nasa e da Agência Espacial Europeia, que precisaram ser evacuadas por precaução.
Na França, aproximadamente 197 mil pessoas deixaram áreas ameaçadas no sudoeste do país. As chamas já destruíram cerca de 22 mil hectares, área equivalente ao dobro do tamanho da cidade de Paris, e avançam sobre regiões próximas aos tradicionais vinhedos de Bordeaux.
O governo francês classificou o incêndio como o mais devastador registrado no país em meio século. O presidente Emmanuel Macron determinou reforço das Forças Armadas e da Defesa Civil para apoiar as operações de combate ao fogo.
Diante da gravidade da situação, a União Europeia mobilizou aeronaves especializadas e helicópteros enviados por países como Croácia, Portugal, Itália, Grécia, República Tcheca e Eslováquia para auxiliar no controle das chamas.
Especialistas apontam que a combinação entre seca prolongada, ondas de calor e mudanças climáticas tem favorecido a intensificação dos incêndios em diversas regiões da Europa.




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