Trump anuncia cobrança de 20% sobre cargas no Estreito de Ormuz e amplia tensão com o Irã
Presidente dos EUA afirma que Washington assumirá o controle da principal rota do petróleo mundial; Teerã reage com ameaças e promete resistir à medida
Donald Trump — Foto: REUTERS/Jonathan Ernst O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (13) que os EUA passarão a atuar como "guardiões" do Estreito de Ormuz e cobrarão uma taxa equivalente a 20% sobre toda a carga transportada pela rota marítima.
A declaração foi feita durante entrevista à emissora Fox News e reforçada posteriormente em publicação na rede Truth Social. Segundo Trump, a cobrança serviria para compensar os custos da operação de segurança na região.
"O Estreito de Ormuz está aberto e permanecerá aberto, com ou sem o Irã", afirmou o presidente americano.
A proposta representa uma mudança de posição em relação às declarações feitas por Trump em junho, quando afirmou que não haveria qualquer tipo de pedágio na via marítima.
O Estreito de Ormuz é considerado uma das rotas comerciais mais estratégicas do planeta. Antes da escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã, cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializados mundialmente passavam pela região.
A reação iraniana foi imediata. O comando militar de Teerã declarou que não aceitará qualquer tentativa dos Estados Unidos de administrar a passagem e afirmou que qualquer atuação americana sem autorização iraniana será "fortemente contestada". A Guarda Revolucionária também reiterou que mantém autoridade sobre o estreito e acusou Washington de colocar em risco a segurança energética mundial.
Nos últimos dias, a região voltou a registrar forte escalada militar. Após ataques iranianos contra embarcações comerciais, os Estados Unidos realizaram novas ofensivas contra alvos militares iranianos. Em resposta, Teerã lançou ataques contra países que abrigam bases americanas no Oriente Médio, aumentando o temor de uma ampliação do conflito.
A disputa pelo controle do Estreito de Ormuz pode provocar impactos diretos no comércio internacional e no preço global do petróleo, já que a passagem é considerada um dos principais corredores estratégicos para o abastecimento energético do mundo.




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