Intenso bombardeio russo com mais de 1.500 drones mata 8 pessoas em Kiev, na Ucrânia
Por France Presse Por France Presse
A Rússia realizou na madrugada desta quinta-feira (14) o maior bombardeio contra a Ucrânia desde o início da guerra, intensificando ainda mais a tensão no conflito que já dura mais de quatro anos. A ofensiva teve como principal alvo a capital ucraniana, Kiev, atingida por centenas de drones e dezenas de mísseis lançados pelas forças russas.
Segundo autoridades ucranianas, ao menos oito pessoas morreram e dezenas ficaram feridas após os ataques. Explosões foram registradas durante horas em diferentes regiões da cidade, levando moradores a buscar abrigo em estações de metrô e bunkers subterrâneos.
De acordo com a Força Aérea da Ucrânia, a Rússia disparou mais de 1.500 drones nas últimas 36 horas. Somente durante a madrugada desta quinta, Kiev teria sido alvo de 675 drones de ataque e 56 mísseis.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que mais de 20 pontos da capital sofreram danos, incluindo prédios residenciais, uma escola, clínicas e outras estruturas civis. Em pronunciamento, Zelensky criticou a escalada militar russa e pediu uma reação mais firme dos aliados ocidentais diante da ofensiva.
Equipes de resgate passaram a manhã retirando vítimas dos escombros e atendendo feridos em meio à destruição provocada pelos ataques. O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, informou que cerca de 40 pessoas ficaram feridas, entre elas duas crianças.
A ofensiva acontece poucos dias após uma breve trégua intermediada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que havia renovado expectativas de uma possível negociação de paz entre Moscou e Kiev. O cessar-fogo temporário, porém, terminou cercado por acusações mútuas de violações entre russos e ucranianos.
O governo da Rússia voltou a exigir que a Ucrânia abandone completamente a região de Donbass como condição para avançar em negociações de paz. Kiev rejeita a proposta e considera a exigência uma tentativa de imposição política e militar.
Líderes internacionais reagiram ao ataque. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que Moscou estaria “zombando abertamente” dos esforços diplomáticos para encerrar a guerra.




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