Cuba responde oferta de US$ 100 milhões dos EUA dizendo que seria 'mais fácil' suspender o bloqueio
Foto: REUTERS/Norlys Perez Por France Presse
O governo de Cuba voltou a cobrar o fim das sanções impostas pelos Estados Unidos em meio ao agravamento da crise energética que atinge a ilha. Nesta quinta-feira (14), o presidente Miguel Díaz-Canel afirmou que suspender ou flexibilizar o bloqueio econômico seria a forma “mais rápida e eficaz” de aliviar a situação enfrentada pela população cubana.
A declaração ocorreu após Washington anunciar uma oferta de US$ 100 milhões em ajuda humanitária para o país caribenho. O governo cubano informou que está disposto a discutir a proposta, mas reforçou que as restrições econômicas americanas seguem sendo, na visão de Havana, o principal fator por trás do colapso energético e do desabastecimento no país.
Nos últimos dias, Cuba enfrentou apagões em larga escala, especialmente na região leste da ilha, além de protestos populares em Havana marcados por panelaços e reclamações sobre a falta de energia e combustível. Segundo dados oficiais divulgados pela AFP, cerca de 65% do território cubano chegou a registrar cortes simultâneos de eletricidade nesta semana.
Em publicação nas redes sociais, Díaz-Canel acusou os Estados Unidos de agravarem deliberadamente a crise humanitária cubana por meio do bloqueio energético imposto desde janeiro. Já o chanceler cubano, Bruno Rodríguez, afirmou que Havana quer entender os detalhes da ajuda oferecida pelos americanos e como os recursos seriam distribuídos.
A proposta dos EUA prevê que a assistência seja entregue com apoio da Igreja Católica e de organizações humanitárias independentes. Do lado americano, o secretário de Estado Marco Rubio afirmou que a crise em Cuba é resultado da “má gestão econômica” do regime cubano e classificou a economia do país como “quebrada e disfuncional”.
O ministro cubano de Energia e Minas, Vicente de la O Levy, declarou à televisão estatal que as reservas de combustível do país praticamente se esgotaram, agravando ainda mais a instabilidade no fornecimento de energia elétrica.




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