Na capital, Sebastião Coelho reafirma candidatura ao Senado e reforça independência na direita

Candidato do Novo afirma que não pode recuar de compromisso assumido e diz que não segue ordens políticas


Na capital, Sebastião Coelho reafirma candidatura ao Senado e reforça independência na direita


O candidato ao Senado pelo Novo no Distrito Federal, Sebastião Coelho, decidiu manter sua candidatura mesmo diante das pressões para evitar uma possível divisão dos votos da direita na disputa pelas duas vagas ao Senado.

Em meio ao embate público com o pastor Silas Malafaia, o ex-desembargador afirma que sua candidatura não surgiu agora e que já havia assumido o compromisso eleitoral antes dos recentes movimentos envolvendo nomes da direita em Brasília.

Sebastião também revelou que recebeu convite de Michelle Bolsonaro e de Bia Kicis para integrar suas chapas, mas recusou as propostas porque seu partido já havia realizado a convenção e registrado sua candidatura.

“Não tenho como recuar da minha candidatura ao Senado diante dos compromissos que assumi desde 10 de junho de 2025”, afirmou.

O episódio reforça uma das principais bandeiras apresentadas por Sebastião Coelho durante a pré-campanha: a defesa de independência política. Em resposta às críticas de Malafaia, o candidato afirmou ser aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, mas ressaltou que não segue ordens políticas.

“Sou aliado de Jair Bolsonaro, mas não sigo ordens de Jair Bolsonaro. O meu interesse é pelo Brasil”, declarou.

A declaração veio após Malafaia alertar para uma possível divisão do eleitorado de direita no Distrito Federal. Como o DF elegerá dois senadores em 2026, o pastor defendeu a concentração de votos em Michelle Bolsonaro e Bia Kicis.

Sebastião, porém, contesta a ideia de que sua candidatura seja responsável por uma eventual divisão do campo político. Para ele, retirar seu nome da disputa significaria abandonar um projeto que já vinha sendo construído antes dos recentes movimentos eleitorais.

O candidato também afirmou ter se sentido “injustiçado” pela forma como o debate foi conduzido e reagiu às críticas de Malafaia, que posteriormente o chamou de “cretino” e afirmou que Sebastião seria “pior” que Pablo Marçal.

Apesar do confronto, Sebastião mantém o discurso de que sua candidatura representa uma escolha própria e que não pretende abrir mão do projeto eleitoral que assumiu.

Em Brasília, o ex-desembargador tenta se consolidar como uma das principais opções da direita para o Senado, apostando justamente na imagem de independência e no discurso de enfrentamento ao que considera pressões políticas.




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