Chapa Kiko Caputo e Sebastião Coelho desafia a velha política, desmonta a “maquiagem” do GDF e mira um novo DF
Com discurso de renovação, oposição ao atual modelo de gestão e defesa de maior transparência, chapa aposta em uma mudança de rumo para o Distrito Federal
Foto: Dilvugação A eleição deste ano começa a ganhar contornos mais definidos no Distrito Federal com a consolidação da chapa formada por Kiko Caputo para o Governo do DF, Rafael Sampaio como Vice e Sebastião Coelho para o Senado. Oficializados pelo Partido Novo, os nomes passaram a ocupar um espaço de oposição ao grupo político que atualmente comanda a capital e apresentam uma proposta baseada em mudança administrativa, transparência e enfrentamento direto aos problemas que afetam a população.
A chapa busca construir uma imagem de alternativa à chamada velha política, com um discurso que coloca em primeiro plano a necessidade de reorganizar a máquina pública e recuperar a capacidade de planejamento do governo.
No centro da estratégia está uma crítica recorrente ao que Kiko chama de “maquiagem” dos problemas do Distrito Federal. Para o candidato, não basta apresentar números ou anúncios de investimentos: é necessário que os serviços públicos funcionem na prática e que a população volte a perceber resultados no dia a dia.

“Choque de honestidade” como marca
Durante os primeiros debates e agendas da pré-campanha, Kiko Caputo passou a apresentar o conceito de “choque de honestidade” como uma das principais marcas de sua candidatura.
A proposta está associada à defesa de maior transparência na utilização dos recursos públicos, controle dos gastos e uma gestão orientada por resultados.
Ao falar sobre Brasília, Kiko costuma relacionar sua trajetória pessoal à transformação da capital. Ele afirma ter chegado ao Distrito Federal em 1973 e relembra uma cidade que, segundo sua avaliação, tinha maior capacidade de planejamento e funcionamento dos serviços.
A ideia defendida pelo candidato é recuperar essa capacidade sem olhar apenas para os problemas atuais, mas projetando o Distrito Federal para as próximas décadas.
Saúde, mobilidade e serviços públicos no centro das críticas
A saúde aparece como um dos principais pontos do discurso de Kiko. O candidato critica as filas para cirurgias, a demora no atendimento e problemas de gestão na rede pública.
Entre as propostas apresentadas estão a contratação de profissionais, melhoria da gestão, ampliação de mutirões e fortalecimento da atenção básica.
Na mobilidade, a crítica segue a mesma linha. Kiko considera que o setor foi deixado em segundo plano e defende uma reformulação das políticas públicas.
Em uma agenda recente com metroviários, o candidato voltou a criticar a situação do sistema e afirmou que pretende transformar o Metrô-DF em uma empresa de referência no transporte público brasileiro.
“No nosso governo a gente vai mudar tudo isso. O metrô vai voltar a ser uma empresa de excelência e referência em todo o transporte público brasileiro”, afirmou.
BRB e gestão pública entram no debate
Outro ponto que ganhou espaço no discurso de Kiko é a situação do Banco de Brasília (BRB) e a relação da instituição com as decisões do governo.
O candidato utiliza o episódio envolvendo o banco para questionar a condução das contas públicas e defender uma administração com maior controle, transparência e responsabilidade na utilização dos recursos do Distrito Federal.
A crítica faz parte de uma narrativa mais ampla construída pela chapa: a de que o DF precisa deixar de administrar problemas de forma pontual e passar a trabalhar com planejamento de longo prazo.
Kiko Caputo fortalece projeto de mudança e escolhe delegado Rafael Sampaio para ser vice ao GDF
O projeto liderado por Kiko Caputo para disputar o Governo do Distrito Federal ganhou um novo reforço. O Partido Novo oficializou o delegado da Polícia Civil Rafael Sampaio como candidato a vice-governador, consolidando uma chapa que aposta na experiência técnica, na gestão pública e no compromisso com uma nova forma de administrar Brasília.

Com mais de duas décadas de atuação na Polícia Civil do Distrito Federal, Rafael Sampaio construiu uma trajetória voltada ao serviço público. Ao longo da carreira, ocupou cargos estratégicos, como chefe de gabinete, secretário-executivo da Secretaria de Governo da Presidência da República, assessor de relações institucionais da PCDF e delegado-chefe da 38ª Delegacia de Polícia, em Vicente Pires.
A escolha reforça o discurso adotado por Kiko Caputo desde o início da pré-campanha: formar uma equipe preparada para enfrentar os desafios do Distrito Federal com planejamento, responsabilidade e independência da velha política.
Nas redes sociais, Kiko celebrou a definição da chapa.
"É uma honra caminhar ao seu lado, meu irmão. Vamos juntos resgatar o Distrito Federal."
A composição reúne dois nomes que defendem uma administração baseada na eficiência da máquina pública, no combate aos privilégios, na transparência e na valorização dos serviços essenciais, como saúde, educação, mobilidade e segurança.
Para Kiko Caputo, o início oficial da campanha será o momento de apresentar aos brasilienses um projeto construído com propostas concretas e voltado para quem vive os problemas da cidade diariamente.
Segundo o candidato, o plano de governo foi elaborado para colocar as pessoas no centro das decisões, rompendo com práticas políticas que, segundo ele, priorizam interesses particulares em detrimento das necessidades da população.
Rafael Sampaio (Novo)
Rafael Sampaio é delegado da Polícia Civil há duas décadas e já presidiu o sindicato da categoria entre 2017 e 2022.
Ao longo da carreira, Sampaio também foi chefe de gabinete e secretário-executivo da Secretaria de Governo da Presidência da República, assessor de Relações Institucionais da Polícia Civil do Distrito Federal e delegado-chefe da 38ª Delegacia de Polícia (Vicente Pires).
Em 2022, Sampaio foi candidato a deputado federal no Distrito Federal e recebeu 11.762 votos.
Segundo o Novo, a escolha de Rafael Sampaio demonstra um compromisso da chapa com a segurança pública e com a valorização dos servidores públicos do DF.
A chegada de Rafael Sampaio também amplia o diálogo da chapa com a área da segurança pública, tema apontado como uma das prioridades para os próximos anos no Distrito Federal. A expectativa é que a experiência do delegado contribua para fortalecer propostas voltadas ao enfrentamento da criminalidade, à valorização das forças policiais e à modernização da gestão pública.
Com a chapa oficialmente definida, o Partido Novo entra na disputa eleitoral apresentando um projeto que busca representar uma alternativa ao modelo político tradicional. A campanha aposta na união entre experiência administrativa, conhecimento técnico e compromisso com uma gestão mais eficiente para recuperar a confiança da população e construir um novo futuro para Brasília.
Sebastião Coelho reforça discurso de ruptura
Ao lado de Kiko, Sebastião Coelho leva para a disputa ao Senado um discurso igualmente marcado pela independência em relação aos grupos tradicionais da política local.
A composição da chapa procura apresentar os dois candidatos como partes de um mesmo projeto: Kiko no Executivo, com a promessa de reorganizar a administração do DF, e Sebastião Coelho no Senado, defendendo os interesses da capital em Brasília.
A união também amplia o alcance político da candidatura, ao combinar o discurso de renovação administrativa de Kiko com a trajetória de Sebastião Coelho no debate público e institucional.

Uma chapa que tenta ocupar o espaço da mudança
Com Kiko Caputo, Rafael Sampaio e Sebastião Coelho, o Novo aposta em uma campanha que pretende transformar a insatisfação com problemas como saúde, mobilidade, segurança e gestão pública em uma proposta de mudança política.
A estratégia é simples: colocar em confronto o modelo que, segundo a chapa, vem sendo mantido no DF e uma proposta de reorganização da administração pública.
Mais do que apresentar novos nomes, Kiko e Sebastião tentam vender a ideia de que a eleição de 2026 pode representar uma mudança de ciclo no Distrito Federal.
A chapa se apresenta, assim, como uma alternativa para quem busca menos política tradicional e mais cobrança por resultados, com a promessa de transformar o discurso de renovação em ações concretas para a capital.




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