Quem é o Patriot Front, grupo supremacista que ganhou projeção durante os governos Trump e voltou a marchar nos EUA
Organização de extrema direita é considerada uma das mais ativas dos Estados Unidos e voltou aos holofotes após desfilar pelas ruas de Washington durante as celebrações da Independência americana
Crédito da foto: Reuters/Cheney Orr O Patriot Front voltou a chamar a atenção do mundo após centenas de integrantes marcharem pelas ruas de Washington durante as comemorações dos 250 anos da Independência dos Estados Unidos. Vestidos com uniformes, máscaras e bandeiras, os manifestantes desfilaram em formação pela capital americana, reacendendo o debate sobre o crescimento do extremismo de direita no país.
Fundado em 2017, no estado do Texas, o Patriot Front surgiu logo após os protestos de Charlottesville, quando um simpatizante da supremacia branca matou uma manifestante durante um ato organizado por grupos extremistas. A organização nasceu da dissidência de outro grupo neonazista e, desde então, tornou-se uma das principais referências do movimento supremacista branco nos Estados Unidos.
O grupo defende a criação de um Estado formado exclusivamente por pessoas brancas, rejeita a imigração, o multiculturalismo e políticas de diversidade, além de difundir discursos nacionalistas e racistas. Seus integrantes costumam aparecer encapuzados ou mascarados para dificultar a identificação durante manifestações públicas.
A ascensão do Patriot Front coincidiu com a chegada de Donald Trump à Casa Branca. Embora não haja evidências de apoio direto do presidente à organização, especialistas e adversários políticos afirmam que grupos de extrema direita ganharam maior visibilidade e passaram a atuar com mais frequência durante seus governos, impulsionados pelo ambiente de forte polarização política nos Estados Unidos.
A nova marcha em Washington reforçou esse debate. Uma das imagens que mais repercutiram mostra uma mulher negra cercada por dezenas de integrantes do Patriot Front dentro do metrô da capital americana. O registro viralizou nas redes sociais e foi apontado por ativistas como um retrato da tensão racial e política vivida pelo país.
Ao comentar a manifestação, o secretário do Interior dos Estados Unidos, Doug Burgum afirmou que a liberdade de expressão prevista na Constituição norte-americana protege manifestações, inclusive de grupos com posições extremistas. A declaração reacendeu discussões sobre os limites entre os direitos constitucionais e o combate ao discurso de ódio.




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