Lula desembarca na França para o G7 e governo trabalha por encontro com Trump

Sem agenda oficial, Planalto vê cúpula como oportunidade para diálogo em meio à tensão comercial entre Brasil e Estados Unidos


Lula desembarca na França para o G7 e governo trabalha por encontro com Trump Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou nesta segunda-feira (15) a Évian-les-Bains, na França, para participar da reunião de líderes do G7. Embora o Brasil não faça parte do grupo, Lula foi novamente convidado para acompanhar os debates entre as maiores economias do mundo.

Nos bastidores divulgado pela mídia, o governo brasileiro trabalha com a possibilidade de um encontro entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Até o momento, não há reunião bilateral oficialmente marcada, mas o Planalto avalia que uma conversa pode ocorrer durante a programação da cúpula.

A presença antecipada de Lula no evento foi estratégica. Auxiliares do presidente consideraram a possibilidade de Trump participar apenas da abertura do encontro, repetindo movimento adotado em edições anteriores do G7.

O eventual diálogo acontece em um momento de atrito comercial entre os dois países. O governo brasileiro tenta evitar a implementação de novas tarifas anunciadas pelos Estados Unidos contra produtos nacionais. A equipe econômica avalia que parte das medidas ainda pode ser revertida por meio de negociação diplomática.

Além da agenda relacionada aos Estados Unidos, Lula terá encontros com o presidente francês Emmanuel Macron, com o secretário-geral da Interpol, Valdecy Urquiza, com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, e com o presidente do Egito, Abdel Fattah El-Sisi.

Durante a cúpula, o presidente brasileiro deve defender o fortalecimento do comércio internacional, criticar medidas protecionistas e reforçar a necessidade de maior protagonismo de organismos multilaterais, como a Organização Mundial do Comércio (OMC).

Outro tema que estará na pauta do encontro é a inteligência artificial. Lula deve defender que o Brasil está aberto à atuação de empresas de tecnologia, desde que respeitem a legislação nacional.

*Com informações do G1




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