Praga devastadora volta a atingir rebanhos nos EUA após seis décadas
Casos da mosca-da-bicheira são confirmados no Texas e acendem alerta na pecuária americana em meio à menor população de gado dos últimos 75 anos
Foto: Ilustração Inteligência Artificial A pecuária dos Estados Unidos voltou a enfrentar uma ameaça que parecia estar enterrada no passado. A mosca-da-bicheira, considerada uma das pragas mais destrutivas para a criação de animais, reapareceu no país após cerca de 60 anos sem registros da doença.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) confirmou nesta semana dois casos da infestação em bezerros no estado do Texas. O primeiro foco foi identificado em um animal de apenas três semanas de vida. Dois dias depois, uma segunda ocorrência foi registrada a poucos quilômetros de distância.
A preocupação das autoridades é grande porque a praga possui alto potencial de disseminação. As fêmeas da mosca depositam ovos em feridas abertas e, após a eclosão, as larvas passam a se alimentar de tecido vivo dos animais, provocando lesões graves, infecções e até a morte.
O ressurgimento ocorre em um momento delicado para o setor pecuário norte-americano. Os Estados Unidos registraram recentemente o menor rebanho bovino em mais de sete décadas, consequência de secas prolongadas e do aumento dos custos de produção.
Para evitar uma nova crise sanitária, o governo americano iniciou medidas emergenciais, incluindo a criação de zonas de contenção e a ampliação da liberação de moscas estéreis, técnica utilizada para interromper o ciclo reprodutivo da praga.
Segundo o USDA, embora a infestação em seres humanos seja rara, a população deve permanecer atenta e procurar atendimento médico em casos suspeitos.
As autoridades reforçaram que não há risco para o consumo de alimentos e que a praga não contamina carne, frutas ou outros produtos destinados à alimentação.




COMENTÁRIOS