Brasil prepara primeira emissão de títulos públicos em yuan para captar recursos na China
Governo pretende lançar os chamados Panda Bonds no mercado chinês e ampliar fontes de financiamento fora do dólar
Foto: AP O governo brasileiro pretende realizar ainda neste mês sua primeira emissão de títulos públicos em yuan, a moeda oficial da China. A operação inédita deve ser anunciada durante uma missão oficial a Xangai e Pequim e faz parte da estratégia de diversificação das fontes de financiamento do país.
Segundo informações divulgadas pela agência Reuters, o Brasil pretende emitir os chamados Panda Bonds, títulos de dívida destinados a investidores chineses e negociados diretamente em yuan. Na prática, os investidores emprestam recursos ao governo brasileiro, que se compromete a devolver o valor acrescido de juros dentro do prazo estabelecido.
Caso a operação seja confirmada, será a primeira vez que o Brasil buscará financiamento por meio desse instrumento financeiro no mercado chinês.
A iniciativa ocorre poucos meses após o governo captar 5 bilhões de euros no mercado internacional, em sua primeira emissão de títulos em moeda europeia desde 2014. Agora, o objetivo é ampliar a presença brasileira em novos mercados financeiros e reduzir a dependência histórica do dólar como principal fonte de captação externa.
O anúncio deve ocorrer durante viagem oficial entre os dias 24 e 26 de junho, liderada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan. Até o momento, o Ministério da Fazenda não comentou oficialmente a operação.
A medida também reforça a aproximação econômica entre Brasil e China. Atualmente, o país asiático é o principal parceiro comercial brasileiro e foi o maior destino dos investimentos chineses no exterior em 2025, recebendo cerca de US$ 6,1 bilhões em novos projetos e negócios, segundo dados do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC).
Além da emissão dos Panda Bonds, a agenda bilateral deverá incluir discussões sobre investimentos sustentáveis, mercado de carbono, preservação ambiental e programas voltados à atração de capital estrangeiro para setores estratégicos da economia brasileira.
*Com informações da Reuters via g1.




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