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Cubanos vão às ruas em defesa de Raúl Castro após acusação criminal dos EUA

Manifestação em frente à embaixada americana em Havana reuniu milhares de pessoas após governo Trump acusar ex-presidente cubano de homicídio e conspiração


Cubanos vão às ruas em defesa de Raúl Castro após acusação criminal dos EUA Foto: AP/Ramon Espinosa

Milhares de cubanos participaram nesta sexta-feira (22) de um protesto em frente à embaixada dos Estados Unidos em Havana após o governo americano acusar criminalmente o ex-presidente de Cuba, Raúl Castro, de 94 anos.

A manifestação, organizada pelo governo cubano, reuniu integrantes das Forças Armadas, apoiadores da Revolução Cubana e membros da cúpula política do país. O atual presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, participou do ato ao lado do primeiro-ministro Manuel Marrero e de familiares de Raúl Castro.

O protesto aconteceu dois dias depois de os Estados Unidos anunciarem acusações contra o irmão de Fidel Castro por quatro homicídios, destruição de aeronaves e conspiração para matar cidadãos americanos.

Segundo o processo divulgado pelas autoridades americanas, o caso está ligado à derrubada de dois aviões civis do grupo anticastrista Brothers to the Rescue, em 1996. O episódio deixou quatro mortos e provocou uma das maiores crises diplomáticas entre Havana e Washington nas últimas décadas.

Durante o protesto desta sexta, o parlamentar cubano Gerardo Hernández leu uma mensagem atribuída a Raúl Castro. No texto, o ex-presidente agradeceu o apoio da população e afirmou que continuará defendendo a Revolução Cubana.

A tensão entre Cuba e Estados Unidos aumentou ainda mais após declarações do presidente Donald Trump, que endureceu a política externa contra Havana nos últimos meses. O governo americano ampliou sanções econômicas e voltou a pressionar Cuba por mudanças políticas e econômicas profundas.

O governo cubano reagiu classificando as acusações como uma tentativa de aumentar a pressão contra a ilha. O presidente Miguel Díaz-Canel afirmou que o povo cubano não aceitará ataques contra figuras históricas da Revolução.

O chanceler cubano Bruno Rodríguez também acusou os Estados Unidos de promover uma campanha para justificar uma possível agressão militar contra o país.

Nos bastidores internacionais, especialistas avaliam que o caso pode aprofundar ainda mais o isolamento diplomático de Cuba e aumentar a tensão entre os dois países em meio ao novo endurecimento do governo Trump na América Latina.




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