Petróleo sobe com impasse entre EUA e Irã e aumenta tensão nos mercados
Sem acordo no Oriente Médio, preço do barril sobe novamente, aumenta tensão econômica e mantém investidores em alerta diante do risco de escalada da guerra
Foto: Reuters/Bruno Domingos O mercado financeiro voltou a operar sob pressão nesta sexta-feira (22) após o petróleo disparar diante da falta de avanços nas negociações entre Estados Unidos e Irã. O temor de agravamento da guerra no Oriente Médio reacendeu o alerta global sobre inflação, energia e possíveis impactos na economia mundial.
O barril do petróleo Brent, referência internacional, subiu quase 3% e ultrapassou os US$ 105. Antes do início da guerra, em fevereiro, a commodity era negociada perto de US$ 70. Já o petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, também avançou e se aproximou dos US$ 99 por barril.
O principal foco de preocupação continua sendo o Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de um quinto do petróleo transportado no mundo. O mercado teme que um agravamento do conflito afete diretamente o fluxo da commodity e provoque uma nova explosão nos preços globais.
Analistas internacionais afirmam que investidores seguem tentando identificar sinais concretos de avanço nas negociações diplomáticas entre Washington e Teerã. Apesar de declarações consideradas moderadas nos últimos dias, ainda não existe acordo oficial, e a incerteza mantém o mercado instável.
Nos Estados Unidos, o cenário político também aumentou a cautela dos investidores. Parlamentares republicanos adiaram discussões sobre medidas que poderiam limitar o envolvimento militar do governo Donald Trump na guerra, ampliando as dúvidas sobre os próximos passos da Casa Branca.
Mesmo com a tensão internacional, bolsas da Europa e da Ásia fecharam em alta nesta sexta-feira. O principal destaque veio do Japão, onde a Bolsa de Tóquio atingiu nível recorde impulsionada pela desaceleração da inflação no país.
Em Wall Street, os índices futuros também apontavam abertura positiva, sustentados pela expectativa de que o conflito não provoque, ao menos por enquanto, uma ruptura mais severa na economia global.
Especialistas, porém, alertam que o petróleo elevado pode voltar a pressionar preços de combustíveis, energia e transporte em diversos países, reacendendo preocupações inflacionárias justamente em um momento em que bancos centrais tentam estabilizar as economias após anos de juros elevados




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