Papa Leão XIV prepara viagem à América do Sul, mas deve deixar Brasil fora da rota
Pontífice deve visitar Argentina, Uruguai e Peru em novembro; ausência do Brasil frustra expectativa de católicos brasileiros
Foto: Massimo Valicchia via Reuters Connect O papa Pope Leo XIV deve realizar uma viagem pela América do Sul em novembro deste ano, segundo informações divulgadas pela agência Reuters nesta quinta-feira (21). A previsão é de que o pontífice visite países como Argentina, Uruguai e Peru em um giro pela região.
A informação foi divulgada inicialmente pela emissora uruguaia Teledoce e confirmada pelo Ministério das Relações Exteriores do Uruguai à Reuters. Nos bastidores da Igreja Católica, a visita é tratada como uma tentativa de fortalecer a presença do Vaticano na América Latina após anos sem viagens papais à região.
Segundo fontes ligadas à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a intenção do novo papa é visitar países do Cone Sul que não receberam o papa Pope Francis durante seu pontificado, especialmente Argentina e Uruguai.
Apesar da expectativa de católicos brasileiros, não há previsão de passagem pelo Brasil. A ausência chama atenção porque o país concentra a maior população católica do mundo e recebeu Francisco pela última vez em 2013, durante a Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro.
O Vaticano ainda não confirmou oficialmente o roteiro completo da viagem, mas interlocutores da Igreja afirmam que o Peru deve integrar a agenda do pontífice por conta da forte ligação pessoal de Leão XIV com o país.
Embora tenha nascido nos Estados Unidos, o papa construiu parte importante de sua trajetória religiosa no Peru. Ele foi bispo da diocese de Chiclayo e se tornou cidadão peruano em 2015.
A futura viagem acontece em meio a uma estratégia do Vaticano de ampliar presença diplomática e religiosa em regiões consideradas prioritárias pela Santa Sé, especialmente diante do avanço de tensões políticas e sociais na América Latina.
A expectativa é de que a visita reúna multidões e tenha forte impacto simbólico, principalmente na Argentina, país natal de Francisco, que nunca recebeu o então pontífice durante seus anos no comando da Igreja Católica.




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