EUA anunciam envio de 5 mil soldados à Polônia após alerta de premiê sobre Rússia
Anúncio ocorre em meio à escalada das tensões com Rússia, críticas aos aliados europeus e temor de ampliação da guerra na Ucrânia
Foto: Wojtek Radwanski/AFP O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (21) o envio de mais 5 mil soldados americanos para a Polônia, ampliando a presença militar dos EUA no Leste Europeu em meio ao aumento das tensões envolvendo Rússia, Otan e a guerra na Ucrânia.
O anúncio foi feito por Trump em uma rede social. Segundo o republicano, a decisão foi motivada pela relação próxima com o novo presidente da Polônia, Karol Nawrocki, apoiado politicamente pelo governo americano.
A movimentação acontece em um momento delicado da política internacional. Nos últimos meses, Trump passou a pressionar aliados europeus da Otan, alegando que vários países têm contribuído menos do que deveriam nas ações militares e estratégicas lideradas pelos Estados Unidos.
Além disso, cresce dentro da Europa o temor de agravamento do conflito entre Rússia e Ucrânia. Um dia antes do anúncio, o primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, afirmou que a Otan pode ser obrigada a “reagir com firmeza” caso a guerra avance ainda mais.
Nos bastidores diplomáticos, o envio das tropas também é interpretado como um recado direto a Moscou. A Polônia se transformou em uma das principais bases logísticas da Otan para envio de armas, equipamentos e apoio militar à Ucrânia desde o início da invasão russa.
O governo polonês afirma que passou a sofrer ameaças constantes de espionagem e sabotagem atribuídas à Rússia por conta desse papel estratégico no conflito.
Atualmente, a Polônia possui um dos maiores investimentos militares da Europa. O país pretende destinar cerca de 4,8% do Produto Interno Bruto para defesa neste ano — o maior percentual entre os integrantes da Otan.
O anúncio de Trump também acontece após dúvidas sobre uma possível redução da presença militar americana na Europa. Autoridades americanas chegaram a discutir cortes no contingente instalado na Alemanha, onde os EUA mantêm cerca de 35 mil soldados.
Agora, a ampliação das tropas na Polônia sinaliza uma mudança de prioridade militar dos Estados Unidos dentro do continente europeu, fortalecendo a região considerada mais vulnerável diante da pressão russa.




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