Consumo de café sobe 2,44% no primeiro quadrimestre deste ano
Consumo cresce em 2026 depois da disparada nos preços em 2025; setor aposta em nova redução no valor do produto nos próximos meses
Foto: Agência Brasil O café voltou a ganhar espaço na rotina dos brasileiros em 2026. Depois de um período marcado por preços elevados e queda no consumo, a bebida registrou recuperação nas vendas nos primeiros meses deste ano, impulsionada pela redução no valor cobrado nos supermercados e pela expectativa de uma safra histórica no país.
Dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) mostram que o consumo cresceu 2,44% entre janeiro e abril deste ano, na comparação com o mesmo período de 2025. Ao todo, foram consumidas cerca de 4,9 milhões de sacas de 60 quilos.
A recuperação começou a ganhar força em março, quando o crescimento do consumo chegou a mais de 10% em relação ao mesmo mês do ano passado. Em abril, a alta continuou, embora em ritmo mais moderado.
O movimento acontece após um 2025 difícil para consumidores e para o setor. Com problemas climáticos, pressão internacional sobre commodities e aumento nos custos de produção, o preço do café disparou no país e provocou retração nas compras.
Agora, o cenário começou a mudar. Com maior oferta da matéria-prima em 2026, os preços passaram a cair nas prateleiras. O café tradicional ficou cerca de 15% mais barato em abril deste ano na comparação com abril de 2025, com o quilo custando, em média, R$ 55,34.
Segundo representantes da Abic, a tendência é que a situação continue melhorando nos próximos meses, principalmente se a previsão de safra recorde se confirmar.
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o Brasil deve produzir cerca de 66,7 milhões de sacas de café em 2026, crescimento de 18% em relação ao ano passado. Se o número se confirmar, será a maior safra já registrada no país.
A expectativa do setor é que o aumento da produção ajude a estabilizar os preços e impulsione ainda mais o consumo ao longo do ano.
Mesmo com a queda no café tradicional, algumas categorias continuam mais caras. Cafés especiais, descafeinados e café solúvel ainda registraram aumento de preços neste ano.




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