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Continente africano tem 139 mortes suspeitas em surtos de ebola

Surtos registrados no Congo e em Uganda preocupam autoridades internacionais por avanço rápido da doença e ausência de vacina contra a variante identificada


Continente africano tem 139 mortes suspeitas em surtos de ebola Foto: Ilustração Inteligência Artificial

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou nesta quarta-feira (20) que os surtos de ebola registrados na República Democrática do Congo (RDC) e em Uganda já somam quase 600 casos suspeitos e 139 mortes suspeitas.

Apesar disso, apenas 51 casos foram oficialmente confirmados até o momento em duas províncias do norte da RDC. A própria OMS, porém, admite que o número real de infectados pode ser muito maior.

Segundo o diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, o vírus circulou durante semanas antes de o surto ser oficialmente detectado, o que aumenta o risco de disseminação.

“Esperamos que esses números continuem aumentando”, afirmou Tedros durante entrevista coletiva.

Em Uganda, dois casos foram confirmados na capital Kampala. Ambos envolvem pessoas que passaram pela República Democrática do Congo. Um dos pacientes morreu e o outro, um cidadão norte-americano, foi transferido para tratamento na Alemanha.

A OMS demonstrou preocupação principalmente com a presença de casos em áreas urbanas e também entre profissionais de saúde.

Outro fator considerado grave é o deslocamento populacional provocado pelos conflitos armados na região de Ituri, no Congo. Segundo Tedros, quase 100 mil pessoas deixaram a área nos últimos meses devido ao aumento da violência.

As autoridades internacionais também alertam para um problema adicional: os surtos atuais são causados pelo vírus Bundibugyo, uma variante do ebola para a qual ainda não existe vacina ou tratamento oficialmente aprovados.

A OMS informou que equipes já foram enviadas para atuar diretamente nas áreas afetadas, com distribuição de suprimentos, equipamentos e apoio financeiro às autoridades locais.

O novo surto começou a chamar atenção no início do mês, após autoridades sanitárias do Congo identificarem uma doença desconhecida de alta mortalidade na província de Ituri, incluindo mortes entre profissionais de saúde.

Dias depois, exames laboratoriais realizados pelo Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica de Kinshasa confirmaram a presença do vírus Bundibugyo em parte das amostras analisadas.

Na última sexta-feira (15), o governo congolês declarou oficialmente o 17º surto de ebola da história do país. Simultaneamente, Uganda também confirmou casos da doença.

Diante do avanço da crise, a OMS classificou o surto como emergência em saúde pública de importância internacional.




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