Mendonça retira sigilo de processos do caso Master após determinação de Fachin

Ministro do STF liberou investigação principal e outros 14 procedimentos e determinou o envio do material aos demais integrantes da Corte antes do julgamento marcado para terça-feira (15)


Mendonça retira sigilo de processos do caso Master após determinação de Fachin Foto: Gustavo Moreno/STF

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou nesta quinta-feira (10) o sigilo da investigação principal e de outros 14 procedimentos relacionados ao caso do Banco Master. A decisão ocorre após determinação do presidente da Corte, Edson Fachin, para que o material fosse liberado antes da sessão plenária marcada para a próxima terça-feira (15).

Mendonça afirmou que tomou a decisão “em harmonia à solicitação” de Fachin. Entre os documentos liberados estão relatórios da Polícia Federal que reúnem informações sobre a rede de contatos atribuída ao ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

O ministro também determinou que uma cópia integral dos processos seja encaminhada à Presidência do STF e aos gabinetes dos demais ministros. A intenção é permitir que os integrantes da Corte tenham acesso ao conteúdo antes da sessão extraordinária convocada para discutir o caso.

A decisão ocorre em meio à crise interna instalada no Supremo após a divulgação de informações sobre contatos entre Vorcaro e integrantes da Corte, incluindo o ministro Alexandre de Moraes. Os documentos da PF passaram a ser questionados pela Procuradoria-Geral da República, que levantou dúvidas sobre a forma como parte da investigação foi conduzida.

Crise no Supremo Tribunal Federal 

A disputa ganhou força nos últimos dias após Mendonça determinar o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência da corporação, Leandro Almada.

No dia seguinte, o ministro Flávio Dino determinou o retorno dos dois aos cargos. Fachin posteriormente suspendeu as decisões conflitantes e assumiu a condução dos procedimentos relacionados à crise.

O presidente do STF também determinou que eventuais novas investigações envolvendo ministros da Corte passem previamente pela Presidência do tribunal. Além disso, convocou os 11 ministros para uma sessão plenária no dia 15 de setembro.

Com a retirada do sigilo, os integrantes do Supremo terão acesso ao conjunto de documentos que está no centro da disputa antes de analisarem o caso no plenário.

*Com informações da Jovem Pan e Folha de S.Paulo




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