Tragédia na Venezuela pode deixar prejuízo de R$ 34 bilhões enquanto mais de 50 mil pessoas seguem desaparecidas

ONU estima que milhões de pessoas tenham sido afetadas pelos terremotos e alerta para um dos maiores desastres naturais da história recente da América do Sul


Tragédia na Venezuela pode deixar prejuízo de R$ 34 bilhões enquanto mais de 50 mil pessoas seguem desaparecidas Foto: Matias Delacroix/AP Photo

A dimensão da tragédia provocada pelos terremotos que atingiram a Venezuela continua crescendo a cada novo balanço divulgado por organismos internacionais. Três dias após os tremores, a Organização das Nações Unidas (ONU) estima que mais de 50 mil pessoas ainda estejam desaparecidas sob os escombros, enquanto os prejuízos materiais podem alcançar US$ 6,7 bilhões, cerca de R$ 34,6 bilhões.

Segundo avaliações preliminares do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), os danos equivalem a aproximadamente 6% do Produto Interno Bruto (PIB) venezuelano. A estimativa considera destruição de imóveis, infraestrutura e patrimônio, mas ainda não inclui os impactos econômicos indiretos provocados pelo desastre.

O governo venezuelano informou que o número oficial de mortos ultrapassa 1,4 mil pessoas, além de mais de 3 mil feridos e milhares de desabrigados. No entanto, a própria ONU e o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) avaliam que o total de vítimas pode ser significativamente maior, diante da intensidade dos terremotos e da quantidade de pessoas que permanecem soterradas.

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) estima que até 6,8 milhões de pessoas possam ter sido afetadas pelos tremores, incluindo cerca de dois milhões somente na região de Caracas.

As operações de resgate seguem em ritmo intenso. Mais de 1.600 socorristas internacionais já desembarcaram no país para reforçar as buscas, enquanto novas equipes continuam chegando. O Brasil também enviou militares, médicos, cães farejadores e equipamentos especializados para auxiliar na localização de sobreviventes.

Os dois terremotos ocorreram em um intervalo inferior a um minuto, com magnitudes de 7,2 e 7,5, sendo os mais fortes registrados na Venezuela em mais de um século. A baixa profundidade dos abalos e o fato de terem atingido regiões densamente povoadas explicam o elevado grau de destruição observado em Caracas e cidades vizinhas.

Enquanto equipes continuam retirando vítimas dos escombros, especialistas alertam que o desastre deverá produzir consequências humanitárias, econômicas e sociais por muitos anos, exigindo um amplo esforço internacional para reconstrução do país.

*Com informações do g1, ONU, PNUD e USGS




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