Primeiro-ministro do Senegal acusa Ocidente de “impor” homossexualidade após endurecimento de lei
Governo senegalês amplia punições contra relações entre pessoas do mesmo sexo e intensifica tensão com países ocidentai
Foto: Anait Miridzhanian/Reuters/Foto de Arquivo O primeiro-ministro do Senegal, Ousmane Sonko, elevou o tom contra países ocidentais ao acusar o Ocidente de tentar “impor” a homossexualidade ao restante do mundo. A declaração ocorreu após a aprovação de uma nova lei no país africano que endureceu as punições contra relações entre pessoas do mesmo sexo.
Durante discurso no Parlamento, Sonko afirmou que existe uma “tirania” liderada por países ocidentais que, segundo ele, utilizariam influência econômica e midiática para pressionar outras nações a adotarem valores ligados à pauta LGBTQIA+.
A fala acontece em meio ao aumento da pressão internacional sobre o Senegal depois que o governo sancionou uma legislação que dobrou as penas para relações homoafetivas. A nova lei prevê prisão de cinco a dez anos para práticas classificadas pelo texto como “atos contra a natureza”.
Além disso, a legislação também estabelece penas para pessoas acusadas de promover, apoiar financeiramente ou defender relações entre pessoas do mesmo sexo no país.
Desde a aprovação da medida, organizações internacionais de direitos humanos passaram a denunciar uma escalada de repressão contra a comunidade LGBTQIA+ no Senegal. Relatórios apontam aumento de detenções e crescimento do clima de perseguição social.
Sonko também criticou diretamente a França e afirmou que o Senegal não precisa receber “lições” de países europeus sobre comportamento social ou valores culturais.
O endurecimento das leis ocorre em um momento de fortalecimento de discursos nacionalistas e conservadores em diferentes países africanos. Em várias nações do continente, governos têm adotado medidas semelhantes, alegando defesa de tradições culturais e soberania nacional diante de pressões internacionais.
A nova crise diplomática reforça o choque entre pautas de direitos civis defendidas por países ocidentais e políticas adotadas por governos africanos que rejeitam interferências externas em temas ligados a costumes e identidade cultural.
*Texto com informações do G1 via France Presse
*Texto com informações do G1 via France Presse




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