Lula recebe Michelle Bachelet e reafirma apoio para ela chefiar ONU
Lula recebe Michelle Bachelet no Planalto e reforça apoio do Brasil à candidatura da ex-presidente chilena para comandar a ONU a partir de 2027
Foto: Agência Brasil O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu nesta segunda-feira (11), no Palácio do Planalto, a ex-presidente do Chile Michelle Bachelet, que concorre ao cargo de secretária-geral da Organização das Nações Unidas, posto mais alto da entidade internacional. Caso seja eleita, Bachelet poderá se tornar a primeira mulher a comandar a ONU.
Em publicação nas redes sociais, Lula afirmou que a trajetória política e a experiência internacional da chilena reforçam sua capacidade para liderar a organização. Segundo o presidente brasileiro, os dois também conversaram sobre os desafios do cenário mundial, além da necessidade de fortalecer o multilateralismo e promover mudanças estruturais na ONU.
Atualmente, o cargo é ocupado pelo diplomata português António Guterres, que cumpre o segundo mandato à frente da instituição, válido até o fim de 2026. O próximo secretário-geral assumirá a função em janeiro de 2027, mas as negociações políticas e diplomáticas já começaram entre os países-membros.
A candidatura de Michelle Bachelet foi lançada em fevereiro com apoio dos governos do Brasil, Chile e México. No entanto, após a posse do presidente conservador José Antonio Kast, o Chile decidiu retirar oficialmente o respaldo à ex-presidente. Mesmo assim, Brasil e México mantiveram o apoio ao nome da chilena.
Na avaliação de países da América Latina e do Caribe, o próximo chefe da ONU deveria ser escolhido entre representantes da região, seguindo o sistema informal de rotatividade geográfica adotado pela organização.
O secretário-geral da ONU tem entre suas funções representar a entidade em encontros internacionais, coordenar os órgãos ligados às Nações Unidas e atuar na mediação de conflitos e na defesa da paz mundial.
Michelle Bachelet, de 74 anos, governou o Chile em dois períodos: entre 2006 e 2010 e depois de 2014 a 2018. Antes disso, também ocupou os ministérios da Defesa e da Saúde no país. Ligada à centro-esquerda, ela ganhou destaque na luta contra a ditadura chilena, que governou o país entre 1973 e 1990.
No cenário internacional, Bachelet também acumulou passagens importantes pela ONU, onde comandou o Alto Comissariado para os Direitos Humanos e liderou a agência ONU Mulheres.




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