Shein acusa Temu de violar direitos autorais em 'escala industrial' no Reino Unido
Foto: Shein Rutters A gigante do fast-fashion online Shein acusou a Temu de cometer violações de direitos autorais em “escala industrial”, enquanto a Temu rebateu dizendo que a rival estaria recorrendo à Justiça para tentar barrar a concorrência. O embate começou a ser analisado nesta segunda-feira (11) no Tribunal Superior de Londres.
O processo integra uma disputa judicial global entre as duas plataformas, que cresceram rapidamente nos últimos anos, e pode impactar práticas do comércio eletrônico, relações com fornecedores e regras de proteção à propriedade intelectual.
Segundo a Shein, a Temu teria usado milhares de imagens da empresa para divulgar cópias de roupas da marca em seu site, aproveitando-se da popularidade de uma concorrente já consolidada no mercado. O advogado da Shein, Benet Brandreth, afirmou que a estratégia buscava garantir uma vantagem competitiva considerada injusta.
A Temu rejeita as acusações. De acordo com Brandreth, a empresa desistiu de contestar parte das denúncias relacionadas a cerca de 2.300 fotos produzidas por funcionários da Shein.
Em resposta, a Temu, controlada pela PDD Holdings, entrou com uma ação contra a rival e pede indenização após ser obrigada a retirar milhares de anúncios do ar por determinação judicial. A empresa também acusa a Shein de adotar práticas anticoncorrenciais ao impor acordos de exclusividade a fornecedores de moda rápida. Essa etapa do processo deve ser julgada apenas no próximo ano.
Os representantes da Temu sustentam que a ação movida pela Shein seria menos uma defesa legítima de direitos autorais e mais uma tentativa de enfraquecer a concorrência no setor.
O julgamento em Londres, previsto para durar duas semanas, é mais um capítulo da disputa entre as empresas, que também travam batalhas judiciais nos Estados Unidos. O caso acontece em meio ao aumento da pressão regulatória sobre plataformas de comércio eletrônico de baixo custo.
Shein e Temu expandiram suas operações internacionais oferecendo roupas, acessórios e eletrônicos a preços reduzidos. Porém, mudanças em regras alfandegárias, como o fim da isenção para pequenos pacotes nos Estados Unidos e medidas semelhantes previstas pela União Europeia, podem afetar o ritmo de crescimento das companhias.




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