EUA anunciam operações militares conjuntas com a Colômbia contra o narcotráfico
Novo governo colombiano autoriza ações conjuntas com os americanos; país também receberá US$ 1 bilhão dos EUA para reforçar a segurança
Foto: Nathan Howard/Reuters A Colômbia autorizou os Estados Unidos a realizarem operações militares conjuntas para combater o narcotráfico e grupos criminosos que atuam no país. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (12) pelo secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, durante uma reunião da aliança “Escudo das Américas”, no Panamá.
Segundo Hegseth, a decisão ocorreu após o novo presidente colombiano, Abelardo de la Espriella, anunciar a entrada da Colômbia na coalizão antidrogas liderada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
“A Colômbia já solicitou que o Departamento de Guerra se junte à Colômbia em sua luta contra o narcoterrorismo”, afirmou Hegseth, acrescentando que foram autorizadas operações militares conjuntas contra organizações criminosas e redes de narcotráfico.
A data para o início das operações ainda não foi divulgada.
Durante sua posse, na última sexta-feira (7), De la Espriella afirmou que pretende combater “sem trégua” o narcoterrorismo e as organizações criminosas. O presidente também descartou negociações de paz com grupos armados.
Além da cooperação militar, os Estados Unidos anunciaram que pretendem destinar US$ 1 bilhão à Colômbia para ações de segurança.
A Colômbia é atualmente o maior produtor de cocaína do mundo, enquanto os Estados Unidos são o principal mercado consumidor. Segundo dados oficiais de 2025 compilados pela Fundação Ideias para a Paz, cerca de 25 mil pessoas integram grupos ilegais financiados pelo narcotráfico no território colombiano.
A aproximação entre Washington e Bogotá ocorre poucos dias depois da posse de De la Espriella e reforça a mudança na política externa colombiana em relação aos Estados Unidos.
*Com informações da France Presse/g1




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