Primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer anuncia que irá renunciar
Pressionado dentro do próprio Partido Trabalhista, Keir Starmer confirmou que deixará o cargo após meses de desgaste político. Processo para escolha do sucessor começa em julho
Foto: REUTERS/Jaimi Joy O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, anunciou nesta segunda-feira (22) que deixará o cargo após meses de pressão política e questionamentos sobre sua liderança dentro do Partido Trabalhista.
O comunicado foi feito em frente à residência oficial do governo britânico, em Downing Street. Starmer afirmou que já conversou com o rei Charles III e que permanecerá no cargo apenas durante o período de transição até a escolha de seu sucessor.
A definição do novo líder trabalhista deve começar oficialmente em 9 de julho. Enquanto isso, Starmer prometeu colaborar para uma transição tranquila e dar apoio integral ao próximo premiê.
A renúncia ocorre após uma série de desgastes políticos que enfraqueceram sua posição dentro do partido. A situação se agravou nos últimos dias após a vitória de Andy Burnham em uma eleição suplementar para o Parlamento britânico. Considerado um dos principais nomes da ala trabalhista, Burnham passou a ser visto como potencial sucessor e alternativa para reorganizar a legenda.
Em discurso de despedida, Starmer afirmou que deixa um país mais forte do que aquele que encontrou ao assumir o governo e disse que pretende dedicar mais tempo à família.
“Quero ser o melhor marido possível para minha esposa e o melhor pai para meus filhos”, declarou.
Com a saída de Starmer, o Reino Unido chegará ao seu sétimo chefe de governo em apenas dez anos, evidenciando um período de forte instabilidade política no país.
Pelas regras do Partido Trabalhista, qualquer candidato à sucessão precisará obter apoio de ao menos 20% da bancada parlamentar. Caso apenas um nome alcance esse número, será eleito automaticamente. Se houver mais de um concorrente, a escolha será submetida à votação dos filiados e organizações vinculadas ao partido.
A expectativa é que o novo líder seja definido antes da retomada dos trabalhos do Parlamento britânico, prevista para setembro.




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