Trump diz que voltará a atacar o Irã se Hezbollah não for contido


Trump diz que voltará a atacar o Irã se Hezbollah não for contido Foto: Ilustração Inteligência Artificial

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a elevar a temperatura no Oriente Médio ao ameaçar uma nova ofensiva militar contra o Irã caso o governo iraniano não impeça ações do Hezbollah contra Israel.

A declaração foi feita neste domingo (21), justamente no mesmo dia em que representantes americanos e iranianos participavam das primeiras negociações presenciais após a assinatura do memorando de entendimento que interrompeu a guerra entre os dois países.

Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que o Irã precisa controlar imediatamente os grupos aliados que atuam na região, especialmente o Hezbollah, organização armada apoiada por Teerã e considerada uma das principais forças militares do Líbano.

“Se não o fizerem, atacaremos o Irã novamente e com muito mais força”, escreveu o presidente americano.

A ameaça ocorre em um momento delicado das negociações. Enquanto diplomatas dos dois países discutem os termos de um acordo definitivo na Suíça, questões centrais seguem sem solução, incluindo o programa nuclear iraniano, o levantamento das sanções econômicas e a situação militar no Líbano.

Do lado americano, participam das conversas o vice-presidente JD Vance, o enviado especial Steve Witkoff e Jared Kushner. O governo iraniano enviou o chanceler Abbas Araqchi, o presidente do Parlamento Mohammad Bagher Qalibaf e integrantes da equipe econômica do país.

Apesar do tom conciliador adotado durante a abertura das negociações, as falas de Trump demonstram que a trégua continua frágil. O presidente americano já havia deixado claro nos últimos dias que considera o atual documento apenas um memorando de entendimento e não um acordo definitivo de paz.

A situação se agravou após o Irã anunciar o fechamento do Estreito de Ormuz em resposta a ataques israelenses contra posições do Hezbollah no sul do Líbano. A medida aumentou a preocupação internacional devido à importância estratégica da rota, por onde passa uma parcela significativa do petróleo consumido no mundo.

Enquanto Washington ameaça novas ações militares, Teerã também elevou o tom. Autoridades iranianas afirmaram que o acordo corre risco caso as cláusulas negociadas não sejam cumpridas e cobraram garantias para o encerramento das operações israelenses no território libanês.

Com os dois lados trocando advertências públicas, as próximas semanas serão decisivas para definir se o Oriente Médio caminha para uma paz duradoura ou para uma nova escalada militar.





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