Apuração voto a voto mantém Peru em suspense e resultado pode demorar semanas
Diferença entre Keiko Fujimori e Roberto Sánchez é de pouco mais de mil votos, enquanto recontagens e votos do exterior seguem influenciando o resultado da disputa presidencial
Foto: Ilustração Inteligência Artificial A eleição presidencial do Peru segue indefinida e se transformou em uma das disputas mais apertadas da história recente do país. Com mais de 98% das urnas apuradas, a diferença entre os candidatos Keiko Fujimori e Roberto Sánchez era de apenas 1.026 votos na noite desta quinta-feira (11).
Segundo os dados oficiais, Keiko aparecia com 50,003% dos votos válidos, enquanto Sánchez somava 49,997%, mantendo o país em clima de expectativa sobre quem comandará o Palácio de Governo pelos próximos cinco anos.
A disputa tem sido influenciada pelos votos dos peruanos residentes no exterior. Dentro do território peruano, Sánchez lidera a contagem. Já entre os eleitores que vivem fora do país, Keiko mantém ampla vantagem, o que tem sido decisivo para equilibrar a disputa.
No Brasil, onde vivem milhares de peruanos aptos a votar, a candidata conservadora também aparece à frente. Com quase todas as urnas apuradas, Keiko registrava 55,7% dos votos contra 44,3% de Sánchez.
Além da diferença mínima entre os candidatos, outro fator contribui para a demora na definição do resultado: cerca de mil atas eleitorais passarão por revisão e recontagem.
O presidente do Jurado Nacional de Eleições, órgão responsável pela validação dos resultados, afirmou que o processo pode se estender por várias semanas devido à complexidade da análise e ao equilíbrio entre os candidatos.
A expectativa das autoridades eleitorais é que o resultado definitivo seja conhecido apenas em julho.
O cenário reforça a instabilidade política vivida pelo Peru nos últimos anos. Desde 2016, o país passou por sucessivas crises institucionais, trocas de presidentes e disputas entre Executivo e Congresso, fatores que ampliaram a polarização do atual processo eleitoral.




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