Do rombo ao socorro: após transformar o BRB em vitrine política, GDF corre ao STF por resgate bilionário

Celina Leão busca no Supremo aval para empréstimos bilionários enquanto crise envolvendo o BRB, Banco Master e investigações sobre fraudes financeiras amplia questionamentos sobre a gestão do banco público do DF


Do rombo ao socorro: após transformar o BRB em vitrine política, GDF corre ao STF por resgate bilionário Foto: Agência Brasil

Enquanto o BRB deveria cumprir seu papel de financiar desenvolvimento e fortalecer a economia do Distrito Federal, o banco agora virou tema de audiência no Supremo Tribunal Federal em busca de um possível resgate bilionário.

A governadora interina Celina Leão tem reunião marcada nesta terça-feira (26) com o ministro Luiz Fux, no STF, para discutir uma autorização que permitiria ao GDF obter cerca de R$ 9 bilhões em empréstimos junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e instituições privadas. O objetivo: evitar o agravamento da crise enfrentada pelo Banco Regional de Brasília.

O pedido ocorre após o BRB mergulhar em turbulência ligada à aquisição de ativos do Banco Master, instituição posteriormente liquidada pelo Banco Central sob suspeitas de fraudes bilionárias. Hoje, investigações também avançam para apurar responsabilidades sobre operações que colocaram o banco público do DF sob risco financeiro significativo.

A pergunta inevitável é: como um banco tratado durante anos como símbolo de expansão passou a depender da discussão de socorro financeiro dentro do Supremo?

O cenário ganhou novos capítulos após a prisão do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, investigado sob suspeita de receber vantagens indevidas para viabilizar negociações envolvendo o Banco Master. O empresário Daniel Vorcaro, ligado ao caso, também é alvo das investigações.

Os fatos sob apuração ocorreram durante a gestão do ex-governador Ibaneis Rocha, período em que o BRB expandia operações enquanto acumulava decisões que hoje estão sob investigação.

Agora, a crise aparece de forma concreta: o banco ainda não apresentou demonstrações financeiras obrigatórias dentro do prazo legal, enquanto estimativas apontam que o prejuízo pode ultrapassar R$ 10 bilhões.

Mais do que números, o problema preocupa porque o BRB administra parte relevante da engrenagem pública do Distrito Federal, incluindo folha salarial de servidores e operacionalização de recursos ligados a políticas públicas.

Se confirmado, o socorro bilionário transformaria uma crise bancária em discussão direta sobre responsabilidade administrativa e impacto no futuro financeiro do DF.





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