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Alemanha prende casal suspeito de espionar para a China

Autoridades alemãs afirmam que dupla buscava informações sobre tecnologias com possível uso militar e atraía cientistas para palestras na China sob falsos pretextos


Alemanha prende casal suspeito de espionar para a China Foto: René Priebe/PR-Video/dpa/picture alliance/Deutsche Welle

A Alemanha prendeu nesta quarta-feira (20) um casal suspeito de atuar como espião para os serviços de inteligência da China. A informação foi divulgada pela Procuradoria-Geral alemã.

Os suspeitos foram identificados como Xuejun C. e Hua S., ambos com cidadania alemã e moradores da cidade de Munique.

Segundo os investigadores, o casal teria buscado informações sobre tecnologias avançadas com possível aplicação militar, incluindo áreas como inteligência artificial, tecnologia espacial, aviação e sistemas de informação.

De acordo com a acusação, os dois criavam contato com cientistas e pesquisadores de universidades alemãs para obter dados estratégicos e aproximar especialistas de instituições ligadas ao governo chinês.

As autoridades afirmam que os suspeitos se apresentavam como tradutores e representantes de empresas privadas para evitar levantar suspeitas.

A investigação aponta ainda que alguns pesquisadores teriam sido convidados para palestras na China acreditando participar de eventos civis, quando na verdade as apresentações ocorreriam diante de representantes da indústria bélica chinesa.

O casal foi levado ao Tribunal Federal de Justiça, que determinou a manutenção da prisão preventiva. Policiais também realizaram buscas em imóveis ligados aos suspeitos em Munique e em outros estados alemães.

O caso aumenta a tensão entre Alemanha e China em meio ao crescimento das denúncias de espionagem no país europeu.

Nos últimos anos, autoridades alemãs passaram a reforçar o alerta sobre tentativas de obtenção de informações estratégicas por parte de governos estrangeiros, principalmente em setores ligados à defesa, tecnologia e inteligência artificial.

Analistas avaliam que a nova investigação pode ampliar a pressão política sobre Pequim e endurecer ainda mais o debate sobre segurança e influência chinesa na Europa.

*Com informações do G1 via Deutsche Welle




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