Putin vai à China após visita de Trump e reforça aliança estratégica com Xi Jinping
Encontro entre Rússia e China acontece dias após visita de Trump a Pequim e evidencia o peso chinês na disputa geopolítica global
Foto: Por Reuters Depois da passagem de Donald Trump por Pequim, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, desembarcou nesta terça-feira (19) na China para uma reunião estratégica com Xi Jinping em um dos momentos mais delicados da geopolítica internacional nos últimos anos.
O encontro entre os líderes acontece em meio à guerra da Ucrânia, às tensões no Oriente Médio e ao aumento da disputa de influência entre China e Estados Unidos. Putin e Xi também participam das celebrações pelos 25 anos do Tratado Sino-Russo de Boa Vizinhança e Cooperação Amigável.
A visita ocorre em um contexto de crescente dependência russa da China. Isolada economicamente pelo Ocidente desde a invasão da Ucrânia, Moscou passou a ampliar relações comerciais, energéticas e diplomáticas com Pequim.
Atualmente, a China é o principal parceiro comercial da Rússia, comprando petróleo, gás natural e ampliando acordos bilaterais em áreas estratégicas. Analistas internacionais apontam que o Kremlin busca garantias de que uma eventual aproximação entre Pequim e Washington não prejudique os interesses russos.
Especialistas também avaliam que Xi Jinping tenta manter equilíbrio delicado entre fortalecer a parceria com Moscou e evitar desgaste excessivo com os Estados Unidos e países europeus.
Outro ponto central das negociações envolve energia e segurança global. A instabilidade no Oriente Médio e as ameaças ao Estreito de Ormuz aumentaram o interesse chinês pelo petróleo russo, considerado alternativa mais segura diante das tensões na região.
Além da pauta econômica, o encontro também reforça o papel cada vez mais influente da China em um cenário internacional fragmentado, marcado por guerras, sanções econômicas e disputas estratégicas entre grandes potências.
Apesar do discurso de parceria “sem limites” adotado por Rússia e China nos últimos anos, analistas afirmam que Pequim mantém cautela e evita envolvimento direto em conflitos militares liderados por Moscou.
*Com informações do Portal G1 e Reuters
*Com informações da Deutsche Welle




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