Eleições no Peru: após um mês de contagem, esquerdista e ultradireitista disputam vaga no 2º turno
Após quase um mês de apuração, candidato da esquerda e representante da extrema direita seguem separados por poucas centenas de votos; Keiko Fujimori já está garantida na próxima fase da eleição.
Foto: uis Robayo/AFP via Getty Images Após quase um mês de apuração, a disputa por uma vaga no segundo turno das eleições presidenciais do Peru segue acirrada entre candidatos da esquerda e da extrema direita.
Com 99,76% das urnas contabilizadas nesta terça-feira (12), o esquerdista Roberto Sánchez aparece com 12% dos votos, enquanto Rafael López Aliaga, representante da extrema direita, soma 11,91%. A diferença entre os dois é de apenas algumas centenas de votos, segundo autoridades eleitorais peruanas.
Já Keiko Fujimori lidera a corrida eleitoral com 17,17% e já está garantida no segundo turno, marcado para junho.
A lentidão na apuração aconteceu por causa de milhares de atas eleitorais contestadas após denúncias de irregularidades e suspeitas de fraude. Cerca de um milhão de votos precisaram passar por revisão individual da Justiça Eleitoral peruana, processo que pode levar dias para cada documento analisado.
As contestações envolvem erros como números inconsistentes, informações ilegíveis e dados incompletos. Em alguns casos, a legislação peruana prevê recontagem dos votos em vez da anulação das atas.
O cenário político também ficou mais tenso após problemas logísticos durante a votação, como atraso na entrega de materiais eleitorais, além da descoberta de cerca de 1.200 cédulas em um contêiner de lixo em Lima, fato que levou o Ministério Público a abrir investigações.
Apesar das denúncias, observadores internacionais afirmaram não haver provas concretas de fraude, embora tenham apontado falhas graves no processo eleitoral.
A crise eleitoral ocorre em meio à instabilidade política enfrentada pelo Peru nos últimos anos. Em uma década, o país já teve oito presidentes diferentes.




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