Governo dos Eua confirma encontro de Lula com Trump na quinta-feira
Foto: Evelyn Hockstein/Reuters A Casa Branca confirmou nesta terça-feira (5) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, receberá o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva na próxima quinta-feira (7), em Washington.
De acordo com informações apuradas pela jornalista Raquel Krähenbühl, o encontro terá formato de “visita de trabalho”, considerado mais simples e menos protocolar do que uma reunião bilateral tradicional. A expectativa é que os dois líderes conversem sobre temas como economia, segurança e outros interesses em comum.
A reunião, antecipada na segunda-feira (4) pelo blog do jornalista Valdo Cruz, é vista pela diplomacia brasileira como uma tentativa de reaproximação, especialmente após tensões comerciais recentes, marcadas por tarifas sobre produtos brasileiros.
Além da pauta econômica, o governo brasileiro pretende discutir a situação na Venezuela e possíveis parcerias envolvendo minerais estratégicos e terras raras. Segundo o jornalista Gerson Camarotti, o combate ao crime organizado também deve ganhar destaque nas conversas.
Auxiliares de Lula indicam que o presidente brasileiro deve defender que facções criminosas não sejam classificadas como organizações terroristas — proposta que já foi cogitada por autoridades americanas.
Mais cedo, o vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou, em entrevista à GloboNews, que o encontro pode ajudar a esclarecer pontos sobre o funcionamento do PIX e fortalecer o diálogo econômico entre os países. Segundo ele, a intenção é avançar em uma relação de cooperação mútua.
A previsão é que Lula embarque para Washington na quarta-feira (6), com chegada à noite. O encontro com Trump deve ocorrer na manhã de quinta-feira.
Inicialmente marcado para março, o encontro foi adiado devido à escalada de tensões no Oriente Médio. Nesse período, houve troca de críticas entre os dois líderes, especialmente após posicionamentos do Brasil sobre ações militares dos EUA contra o Irã.
Apesar disso, nas últimas semanas houve sinais de reaproximação. Lula, inclusive, manifestou solidariedade a Trump após um atentado recente. A retomada do diálogo começou ainda em janeiro de 2026, quando os dois presidentes conversaram por telefone por cerca de 50 minutos e demonstraram interesse em resolver divergências de forma direta.
Entre os entraves enfrentados nas negociações estão o cenário internacional instável, diferenças comerciais e o interesse conjunto em ampliar a cooperação na área de segurança, especialmente no combate ao crime organizado e à lavagem de dinheiro.




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